Despechado

Despechado nasceu do espírito audacioso e delicado de nossa enóloga Daniela Salinas. Em torno do nosso antigo restaurante House of Morandé, no Vale de Casablanca, havia 1,6 hectares de Pinot Noir, el que eram constantemente esquecidos e visto mais como um problema do que como uma contribuição para os nossos vinhos devido ao seu isolamento e pequena dimensão, o que implicava uma esforço logístico muito grande para a colheita de pouca uva, embora de excelente qualidade devido à idade da vinha e ao terroir onde foi plantada.

Naquela época, era uma uva que não contaba com o carinho dos enólogos e nem do viticultor…

A primeira colheita, em 2013, mostrou o quão errados estávamos, revelando o seu caráter floral, elegante e com um viés decididamente diferente do que fizemos até à data. Esta forma de interpretar esta uva, em ovos de cimento, à base de elevada proporção de cacho inteiro, cuba total longa e extração passiva e delicada, fez com que se destacasse na primeira prova que fizemos, e como costuma acontecer com os amores de Despechados, fazer com que nos arrependamos de não ter valorizado antes. Felizmente desta vez não foi um amor perdido para sempre, mas sim resgatado pelo talento de nossa enóloga.

Sem passar por barricas, é um vinho jovem e fresco que ne mostra acessíveç, mas não simples. Como os melhores expoentes desta casta, surge a delicadeza, que alguns confundem com fraqueza, mas nada mais longe disso,  pois é um vinho com caráter e força. O clichê de ser o branco dos tintos não lhe faz justiça.

Este duplo caráter tão típico do Pinot Noir torna-o num vinho muito apreciado nas mais amplas ocasiões, desde nos acompanhar em momentos de meditação pessoal, até ser partilhado numa grande mesa, dando-nos opções variadas de harmonizações, como poucos vinhos conseguem.

Ricardo Baettig

Enólogo Viña Morandé

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