A Grande Jornada – Tirazis

Aludindo à cidade persa de Shiraz, em Elamita Tirazis, criamos o nosso primeiro vinho à base de Syrah no Vale de Casablanca. Jogamos com a teoria da origem persa da uva, embora as últimas descobertas favoreçam uma origem francesa, na zona norte do Rhône, onde atualmente é cultivada e talvez produza as melhores expressões da casta. De origem persa ou fruto das conquistas de Júlio César e suas legiões romanas que subiram os grandes rios da Europa Central, como o Rhône, o cerne é que tem se desenvolvido com sucesso em origens muito diversas, com destaque para Austrália e Chile , de climas quentes e secos a frios e úmidos.

Quando em 2010 sentimos que o Morandé devia continuar a procura de novos vinhos, fiel ao pioneirismo que temos como norteador desde a fundação da adega, a escolha foi quase lógica: um tinto da Costa. A linha Adventure lançada em 1997 foi um farol de inovação ao olharmos para o patrimônio que temos no país, e no início do século 21 vimos uma nova oportunidade para continuar a saga. A escolha foi um Syrah. Casablanca era o lugar lógico e as encostas de granito, ricas em quartzo do morro El Algarrobo, do nosso campo de Belén pareciam o berço ideal.

A casta Syrah chegou ao Chile recentemente, em 1993, e imediatamente demonstrou todo o potencial que possui para a produção de vinhos de cor intensa, aromas e sabores peculiares, onde os aromas de amora e notas definidas como “carne” se destacam por seus tendência redutiva devido ao seu alto conteúdo polifenólico. Acreditamos que seja mais uma nota picante, como o sabor Umami que se desenvolve em determinadas condições e acrescenta complexidade ao vinho, notoriamente em climas quentes, onde foi inicialmente plantado ou enxertado.

A facilidade de viajar que tiveram os enólogos desde 2000 permitiu-nos conhecer e apreciar a sua versão “fria”, mais alinhada com o vento que começou a mudar do Shiraz mais doce e alcoólico para vinhos de maior elegância, menos doçura e álcool mais baixo.

Com esta premissa, foram vinificadas as primeiras uvas Tirazis, com a colaboração de Sven Bruchfeld e o esmerado trabalho da nossa enóloga Daniela Salinas.

Procurávamos o sentido de origem do Cerro El Algarrobo, passando ano após ano desde os primeiros Syrahs mais doces, com notas de azeitonas tão típicas do Syrah do litoral do final dos anos 90 a um vinho mais focado na fruta vermelha, um caráter mais austero e com maior tensão e aderência.

Pensando em ter uma paleta mais ampla de opções na hora do blend, a Syrah foi plantads em três orientações diferentes do morro, em vaso ou gobelet. Com 5.000 plantas por hectare e declives de 15 a 20%, o trabalho é necessariamente manual.

Daniela Salinas procura através de uma maceração pré e pós fermentativa muito longa, conseguir uma extração passiva, uma difusão natural dos compostos desde a sua película fina até ao mosto. Os ovos de cimento ajudam a contribuir para este objetivo graças à sua lenta inércia térmica e formato superior estreito que permite que a pele seja submersa mais profundamente no vinho e facilita a pisada.

A ideia é refletir com fidelidade o caráter complexo e fresco da uva, com uma estrutura de granito quase pedra que nos faz lembrar o seu terroir em cada taça. Este é o desafio que assumimos todos os anos com os nossos Tirazis, desde as areias da Pérsia ao Granito da costa chilena. Essa uva tem sido uma grande viagem!

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